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Sexta-feira, Maio 16
Peça "A Maçã de Eva" representa o Brasil na Rússia
O espetáculo "A Maçã de Eva" foi convidado para representar o Brasil no 3º Festival da Cultura Ibero-americana, que acontece entre os dias 18 e 21 de maio, na Rússia. O texto, da italiana Franca Rame e de seu marido, o escritor Dario Fo, prêmio Nobel de Literatura, lança um olhar feminino sobre a sexualidade. A encenação, que tem Clarisse Abujamra no elenco, é dirigida por Ivan Feijó.
"A Maçã de Eva", que se apresenta no dia 19 em São Petersburgo e no dia 20 em Moscou, aborda temas ligados às relações sexuais, por meio de uma linguagem direta e bem humorada, entremeada por esquetes. Polêmica e atual, com aguçado senso de comédia, discute temas ligados à política, aos costumes, religião e minorias, fazendo uma sátira feroz e hilariante da sociedade.
O diretor Ivan Feijó conta que recebeu o convite alguns meses após os organizadores da Mostra terem assistido ao espetáculo, à época em cartaz no Teatro Folha. Feijó se desligou do Itaú Cultural, onde foi consultor de teatro durante o ano passado, para se dedicar exclusivamente à sua Carmina Escola de Formação de Atores, que desenvolve cursos de formação e reciclagem.
posted by Circwebcard 5/16/2003 05:56:16 PM
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Clint Eastwood recebe "Carrosse d'or" em Cannes
O "Carrosse d'or", prêmio que a cada ano os cineastas franceses concedem a um de seus colegas, será entregue no dia 23 de maio em Cannes ao diretor americano Clint Eastwood pelo conjunto de sua obra, anunciou hoje a Sociedade francesa dos Realizadores de Filmes (SRF).
No ano passado, o prêmio foi entregue ao francês Jacques Rozier dentro da Quinzena dos Realizadores, mostra paralela do Festival de Cannes.
Clint Eastwood, que completará 73 anos no dia 31 de maio, apresentará este ano na competição oficial de Cannes seu última filme, "Mystic River".
posted by Circwebcard 5/16/2003 05:54:07 PM
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Visto a olho nu, eclipse da Lua embeleza a madrugada
RIO - O eclipse da Lua, que começou por volta das 23h e se estendeu pela madrugada, pôde ser visto a olho nu em quase todo o país. No Rio, o fenômeno, o primeiro do ano, reuniu pessoas de diversas idades, principalmente nas praias cariocas e no Planetário da Gávea, onde os visitantes também apreciaram o eclipse através de telescópios.
Quem quis assistir ao fenômeno teve que dormir mais tarde. Exatamente às 23h03 começou o eclipse parcial. Devagar, a sombra da Terra sobre a Lua aumentava, até que, depois de mais de duas horas, o planeta encobriu totalmente a Lua, precisamente à 0h13. Logo depois de ser totalmente coberta, a Lua adquiriu um tom avermelhado.
O eclipse acontece quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham, fazendo com que o planeta bloqueie a passagem da luz solar. No próximo dia 8 de novembro, haverá um novo eclipse total.
posted by Circwebcard 5/16/2003 05:42:36 PM
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Morre em Los Angeles o líder de "Os Intocáveis"
LOS ANGELES (EUA) - Robert Stack, famoso pela série de TV "Os Intocáveis", morreu ontem em sua casa, em Los Angeles, aos 84 anos. O ator estava tratando um câncer de próstata, mas morreu de insuficiência cardíaca, segundo sua mulher, Rosemarie. Foi ela quem o encontrou, já sem vida, por volta das 17 horas de quarta-feira.
Embora tenha em seu currículo uma longa lista de participações no cinema, desde 1939, com "First Love", Stack consolidou fama como o Eliot Ness de "Os Intocáveis", o investigador acima de qualquer suspeita que lutava contra o crime organizado em Chicago. O seriado foi originalmente exibido entre 1959 e 63 e lhe valeu o prêmio Emmy, considerado o Oscar da TV.
Ex-soldado do Exército americano, durante a Segunda Guerra, Stack trabalhou no cinema com John Wayne, Lauren Bacall, Rock Hudson, entre outros. Chegou a ser indicado ao Oscar por "Palavras ao Vento".
posted by Circwebcard 5/16/2003 05:34:18 PM
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Luz, cor e geometria
Os dois vieram da Europa para o Brasil e aqui viveram o auge de suas carreiras como pintores. Com trajetórias muito distintas, Antonio Volpi e Samson Flexor se transformaram em pioneiros da arte abstrata nos anos 50. Exposições simultâneas dos artistas ajudam a entender um pouco do que foram as mudanças ocorridas neste período fora dos ciclos do concretismo paulista (em que despontaram artistas como Geraldo de Barros e Waldemar Cordeiro) e do neoconcretismo carioca (que revelou Hélio Oiticica, Aluisio Carvão e as Lygias Pape e Clark, entre outros).
Volpi é celebrado na Galeria Ipanema com uma exposição com cerca de 70 pinturas. Com curadoria de Cristina Burlamaqui, a mostra procura evidenciar que temas aparentemente singelos, como bandeirinhas e fachadas, foram usados intuitivamente pelo pintor para criar novos planos e volumes através do contraste de cores e da geometria.
Volpi foi nosso primeiro pintor moderno. Usava a têmpera, uma técnica renascentista, para pintar com as mesmas inovações das vanguardas da época diz a curadora.
Cor e geometria são as armas de Flexor, que saiu da Bessarábia para Paris, onde lutou na Resistência Francesa, e chegou a São Paulo fugindo da guerra. O panorama da obra do pintor, organizado por Denise Mattar no Instituto Moreira Salles, mostra como Flexor, assim como Volpi, também saiu de uma pintura figurativa, inspirada no cubismo e cheia de motivos religiosos, para a radicalidade da abstração.
ALFREDO VOLPI Galeria de Arte Ipanema: Rua Aníbal de Mendonça 27, Ipanema 2512-8832. Seg a sex, das 10h às 19h. Dom, das 15h às 19h.
SAMSON FLEXOR: MODULAÇÕES Instituto Moreira Salles: Rua Marquês de São Vicente 476, Gávea 3284-7400. Ter a dom, das 13h às 20h. Até 20 de julho.
posted by Circwebcard 5/16/2003 05:30:35 PM
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A exposição Titanic
- The Artefact Exhibition abre suas portas nesta sexta-feira e vai até o dia 28 de setembro no Museu da Ciência de Londres.
A mostra pretende, com a ajuda de 200 objetos recuperados do fundo do Atlântico Norte, relatar como foi o naufrágio mais famoso da história, ocorrido na noite de 14 de abril de 1912.
O Titanic levou três anos para ser construído por cerca de 15 mil operários trabalhando para a empresa White Star Line, na Grã-Bretanha. Sua primeira e única viagem teve início no dia 10 de abril de 1912.
Os destroços do navio foram descobertos apenas em 1985, 73 anos depois do naufrágio. Em 1987, começou a recuperação dos artefatos que estão expostos em Londres. Para reuní-los foram necessárias seis expedições.
Submarinos
Mark Lach é o diretor criativo e vice-presidente da exibição. Ele faz parte da empresa RMS Titanic, que foi criada para a exploração do que restou do navio.
Lach foi um dos membros da equipe que, num pequeno submarino, desceu os quatro quilômetros até o fundo do Atlântico Norte, para explorar e resgatar objetos do Titanic.
Mark Lach, um dos organizadores da exposição segura um pedaço de uma das janelas do Titanic
"Nós descemos em dois pequenos submarinos russos para capturar imagens e recuperar os objetos. São os mesmos submarinos que foram usados no filme Titanic, de James Cameron.
Segundo Lach, quando os pequenos submarinos foram até o fundo do oceano, a primeira visão dos destroços do navio foi dramática.
"Eu me lembro quando descemos até a área do porão e em seguida, nos dirigimos à cabine do capitão. A parede exterior havia caído, então a cabine parecia um cenário de cinema. Mas não é cinema, isso é real", disse.
Objetos como o candelabro foram recuperados na área em volta do naufrágio
O explorador conta que os objetos da exposição foram retirados da área em volta do navio, chamada de "área dos destroços".
"O navio se partiu no meio e foi para o fundo do oceano. Apenas com veículos operados por controle remoto e equipados com câmeras é possível fazer imagens dentro do Titanic, pois mesmo um pequeno submarino tripulado é grande demais. O submarino em que eu estava ficou do lado de fora e o pequeno veículo entrou no navio", disse.
Casco
Logo no início da exposição o visitante encontra um pedaço do casco do Titanic. São 2,5 toneladas de metal recuperadas do fundo do Atlântico Norte.
Em seguida o visitante pode ver outros objetos retirados de uma área em volta do local onde o navio afundou.
São louças intactas, pedaços das grades e até objetos pessoais dos passageiros como vidros de perfume, roupas e documentos.
Continuando o caminho pela mostra, o visitante passa por uma reconstrução de uma cabine da primeira classe do navio.
Na época, uma passagem na primeira classe custava 500 libras - aproximadamente R$ 2,3 mil. Com o valor corrigido pela inflação, uma passagem custaria hoje cerca de R$ 134 mil.
Reconstrução da cabine da primeira classe do Titanic
Depois, pode-se passear pelos corredores da terceira classe, bem menos espaçosos. Os dormitórios reconstruídos têm dois beliches onde dormiam quatro pessoas, geralmente emigrantes para os Estados Unidos.
Com outros objetos recuperados foi remontada uma ponte de comando.
Também está lá o sino original do Titanic, usado para avisar a tripulação da aproximação do iceberg que rasgaria o casco e afundaria o navio.
'Toque o iceberg'
A exposição tem uma parte interativa, chamada Toque o Iceberg. Nessa parte, há um grande painel de metal recoberto de gelo.
Os visitantes podem 'tocar o iceberg' na exposição
Os visitantes são convidados a permanecer com suas mãos o máximo de tempo possível nesse painel para ter uma idéia do frio que os náufragos do Titanic sentiram na noite de 14 de abril de 1912.
Nessa data, os organizadores explicam, as águas do Atlântico Norte estavam a 2ºC negativos.
A última parte da exposição é dedicada aos passageiros, com uma lista dos que morreram, histórias dos sobreviventes e das famílias dos náufragos.
O Titanic deixou o porto de Southampton, na Grã-Bretanha, com 2.227 passageiros e tripulação. No naufrágio 1.522 pessoas morreram - apenas 705 se salvaram.
Grade do Titanic que também está exposta
Segundo o explorador Mark Lach, não estão previstas outras expedições aos destroços do navio. Para ele, as expedições e a recuperação dos artefatos expostos já conseguiram o principal objetivo: remontar a história do Titanic.
posted by Circwebcard 5/16/2003 05:11:48 PM
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