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Sexta-feira, Junho 20

 
[15.6.03 10:34 AM]
Havaianas viraram moda na Europa
As sandálias havaianas viraram moda na Europa e chegam a ser vendidas por cerca de 100 libras (R$ 478) por estilistas na capital britânica, que decoram as tiras dos chinelos de borracha com pedras, cristais e miçangas.

Apesar do alto preço cobrado pelos estilistas, é possível encontrar Havaianas mais baratas em Londres; ainda assim, o valor médio de 20 libras (R$ 96) cobrado pelas sandálias em lojas como a Urban Outfitters e a Whistles é, no mínimo, 10 vezes superior ao encontrado no Brasil.

O sucesso das legítimas é tanto que fábricas na Argentina e na África já começaram a copiar as sandálias, de olho num mercado que não pára de crescer.
Classe média

Desde 2001, as exportações da sandália têm dobrado a cada ano.

Daniela Cicarelli participa de campanha no Brasil

Em 2003, a meta é exportar 5 milhões de pares; no ano que vem, as vendas no exterior devem chegar perto de 10 milhões.

"Poderíamos estar exportando muito mais. Mas queremos manter as sandálias como um produto de elite no momento para, posteriormente, começar a vender para a classe média", disse Carlos Roza, gerente de exportações da São Paulo Alpargatas, que fabrica as havaianas há 41 anos.

Deu no New York Times

O sucesso das "legítimas" já virou tema de reportagens nas principais revistas e jornais do mundo.

New York Times destaca sucesso das havaianas

Para o New York Times, as havaianas são a última palavra da moda para os pés.

O Le Monde, da França, estampou na manchete que o calçado das favelas conquistou as vítimas da moda.

Até o principal jornal de economia da Grã-Bretanha, o Financial Times, se rendeu ao sucesso dos chinelos de borracha: "A sandália de quem tem muito dinheiro e nada para provar", disse o jornal.

Modelos

Segundo o diretor de comunicação da São Paulo Alpargatas, Rui Porto, a moda no exterior foi impulsionada por modelos brasileiras e estrangeiras que carregavam as sandálias na mala quando deixavam o Brasil.

"No passado, ter Havaianas era quase como exibir um atestado de pobreza. Mas conseguimos transformar as sandálias no calçado mais democrático do Brasil, usado tanto pela faxineira que limpa a piscina, quanto pela grã-fina que toma sol na mesma piscina", disse Porto.

"Depois disso, modelos brasileiras e também estrangeiras que visitavam o Brasil, como Naomi Campbell, acabaram divulgando as havaianas no exterior. A Naomi, por exemplo, já disse várias vezes ser fã das havaianas", acrescentou Porto.

Ele lembrou que a fama dos chinelos que, segundo o slogan "não deformam, não tem cheiro e não soltam as tiras", chegou ao ápice quando 61 pares das sandálias foram dados de presente para todos os indicados ao Oscar deste ano.

Segundo Porto, o acordo entre a empresa e os organizadores da festa do Oscar não teve nenhum custo para a São Paulo Alpargatas, além, é claro, do custo das sandálias, da embalagem e do transporte.

Moda passageira

Para Rui Porto, a empresa está atenta para o risco de virar um artigo de moda passageiro e perder o espaço conquistado até então quando a moda passar.

"Tínhamos esse receio no Brasil, quando as havaianas passaram a ser um artigo fashion há alguns anos. Mas isso não aconteceu. Lançamos sempre novas cores e modelos, acompanhando a evolução do mercado", disse Porto.

"Tenho quatro Havaianas e não me canso delas", disse a escritora inglesa Kate Pemberton, que combinava um vestido marrom com um sandália da mesma cor.

"Fui ao Brasil recentemente e comprei sandálias para todos os meus amigos. Eles adoraram e não querem mais usar nenhum outro sapato, andam de havaianas o tempo todo", acrescentou a inglesa, que poderá testar em breve a promessa do slogan: "não tem cheiro".

[5.6.03 9:40 PM ]
Museu Picasso ganha traços do novo século
Barcelona - O Museu Picasso de Barcelona ganha uma aparência condizente com o século 21. Com um investimento de 5,4 milhões de euros e após dois anos de trabalho intenso, a ampliação, restauração e nova programação visual do Museu Picasso de Barcelona foi concluída em 90% no mês passado.
O museu é fruto da passagem de Pablo Picasso por Barcelona em fins do século 19 e princípios do 20. "A Barcelona que Picasso conheceu era uma cidade viva, ativa e culturalmente aberta, apesar da Espanha e da Catalunha viverem momentos sociais muito duros. Picasso era então um jovem de uns 20 anos, que de Barcelona olhava para a França, o país para onde todos os artistas queriam ir". Ele planejou a criação do museu em conversa com os amigos, que costumava encontrar no restaurante Os Quatro Gatos, próximo do museu.
O museu possui uma coleção permanente de 3,6 mil obras de arte, entre pinturas, desenhos, gravuras e cerâmicas. "O destaque são as obras da juventude de Picasso, as mais importantes do mundo; muitas obras de seu chamado período azul; e a série As Meninas".
Uma longa história artística e arquitetônica culmina nesta renovação do museu da rua Motcada, na parte antiga da Cidade Condal. Instalado num prédio do século 15, o espaço lúgubre ganha luminosidade".
As exposições temporárias dão dinamismo ao museu. Atualmente, está em cartaz a mostra Picasso: da Caricatura às Metamorfoses do Estilo.
Nesta série de desenhos predomina o elemento grotesco, que é uma das características fundamentais do trabalho de Picasso. "No início do século 20, Picasso fazia caricaturas de seu irmão, seus amigos, de todos que lhe pediam". Essas caricaturas antecipam a distorção, que foi uma das rotas definidoras do seu estilo, a partir dos anos 1920, com a qual conviveu o grotesco, o sarcasmo e a acidez tão características de sua personalidade artística".

[5.6.03 8:46 PM]


Papa completa na Croácia 100ª viagem internacional


O papa João Paulo 2º chegou à Croácia nesta quinta-feira, para uma visita de cinco dias ao país.

O papa, de 83 anos, está completando sua centésima viagem internacional. João Paulo 2º chegou à Croácia na cidade costeira de Rijeka, após um curto vôo vindo de Roma.

Na agenda do papa consta uma visita ao presidente croata, Stjepan Mesic, e também à histórica cidade de Dubrovnik.

Lá o pontífice vai beatificar a freira Marija Petrovic, uma religiosa que fundou a ordem Irmãs de Caridade, dedicada ao trabalho junto a crianças e pessoas pobres. A beatificação é o último passo no caminho da canonização.

Reconciliação

A Croácia se preparou para a visita do papa espalhando fotos do pontífice em lojas, escolas e locais públicos.

A segurança também foi reforçada, e o trânsito, limitado nas cidades que o papa vai visitar.

Durante a viagem, João Paulo 2º também vai encontrar representantes da Igreja Sérvia Ortodoxa, numa tentativa de promover a reconciliação entre as igrejas.

Cerca de 80% da população croata é católica.

A expectativa é de que cerca de 500 mil pessoas compareçam as missas ministradas pelo papa nas cidades de Dubrovnik, Rijeka, Zada, Osijek e Djakovo.

João Paulo 2º já esteve anteriormente duas vezes na Croácia, desde que o país se tornou independente da Iugoslávia, em 1991.


[26.5.03 6:33 PM]

Filme "Elephant" ganha Palma de Ouro em Cannes

Cannes - O diretor Gus Van Sant saiu vitorioso da 56ª edição do Festival de Cannes, o principal festival cinematográfico em todo o mundo. O filme Elephant, que retrata a violência escolar nos Estados Unidos, foi escolhido para levar a Palma de Ouro, o prêmio mais importante do festival, e o diretor Van Sant ganhou como melhor diretor.

O filme Elephant, do mesmo diretor de Drugstore Cowboy e do remake de Psicose, concorria com estréias barulhentas como Dogville, de Lars Von Trier, com Nicole Kidman, Pai e Filho, de Sokurov e Carandiru, de Hector Babenco, entre outros.

O filme "Uzak", do turco Nujri Bilge Ceylan, levou o Grande Prêmio do Júri do festival.

"Elephant" narra a matança em um colégio americano cometida por alunos da própria escola.

Ao receber a Palma de Ouro, o diretor afirmou que durante anos quis apresentar um filme no Festival de Cannes e terminou seu agradecimento com um "Viva a França!"

A busca da compreensão dos jovens é uma constante na obra de Gus Van Sant. Desta vez, o diretor reconhece a dificuldade de entender tal explosão de violência.

O nome do filme faz referência a uma parábola budista na qual vários cegos tocam um elefante, e cada um o descreve de acordo com a parte que tocou, a pata, a cauda, a orelha ou tromba, mas nenhum é capaz de imaginar o animal em sua totalidade.

Premiados - Distante, filme turco do diretor Nuri Bilge Ceylan, ficou com o Grande Prêmio o Júri, considerado o segundo lugar do festival. Distante levou também o prêmio de melhor ator, para Muzaffer Ozdemir e Mehmet Emin Toprak. Toprak morreu em uma cidente de carro logo após saber que o filme em que atuava fora classificado para Cannes. Ozdemir é arquiteto profissional e não ator.

O prêmio de melhor roteiro foi para Denys Arcand, do filme A Invasão dos Bárbaros. Marie-Josee Croze, também de A Invasão dos Bárbaros, foi escolhida a melhor atriz.

O prêmio do júri foi para Às Cinco da Tarde, da iraniana Samira Makhmalbaf. O filme - cujo título é inspirado em um poema de Garcia Lorca, é sobre uma afegã que sonha em se tornar a primeira mulher a assumir a presidência de seu país.

Reconstrução, do dinamarquês Christoffer Boe, venceu o Camera d´Or, um prêmio de mlehor filme para diretor debutantes. O prêmio para melhor curta-metragem foi para o australiano Glendyn Ivin por Cracker Bag.

Brasil - O Brasil, que concorria com o filme Carandiru, de Hector Babenco,ficou de fora da premiação.


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Domingo, Junho 15

 
FOTOARTE
O projeto Fotoarte vai inaugurar 45 exposições fotográficas em 24 espaços culturais. Até agosto, 178 artistas mostram e discutem sua arte na cidade

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A pretensão não é transformar Brasília em capital brasileira da fotografia. Tal título cabe ao Rio de Janeiro, cidade onde foi clicada a primeira foto abaixo da linha do Equador, ainda no século 19. Na verdade, as 45 mostras que serão abertas neste mês são uma iniciativa para estimular a cena fotográfica na cidade. O evento leva o título de Fotoarte e reúne, até agosto, 178 artistas em mostras divididas por 24 lugares. Organizado pela empresária e curadora Karla Osório, diretora do Espaço Cultural Contemporâneo e da Arte 21, o Fotoarte mobiliza praticamente todos os espaços de exposição da cidade. Há desde pequenas galerias, como a da Casa da Cultura da América Latina, e espaços comerciais, como a Referência, até grandes instituições como o Centro Cultural Banco do Brasil e Conjunto Cultural da Caixa. A idéia é tentar mostrar Brasília como pólo cultural de qualidade e criar um calendário em torno do tema. A extensa lista de participantes reúne desde nomes pouco conhecidos até expressões consagradas da fotografia contemporânea brasileira. No perfil do evento, não há distinção entre o uso da fotografia como suporte documental ou de arte: artistas plásticos, fotojornalistas e fotógrafos documentais têm o mesmo espaço. Paralelo às aberturas, que acontecem durante as próximas duas semanas, estão previstos seminários, lançamentos de livros, mostra de filmes, workshops e dez palestras com artistas e especialistas em fotografia no Brasil. Uma atenção especial foi direcionada para a formação de público: 150 professores participaram de treinamento durante a última semana para orientar os alunos em visitas guiadas. O que vai ficar do Fotoarte é o que conseguirmos gerar de informação.



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Havaianas viraram moda na Europa
As sandálias havaianas viraram moda na Europa e chegam a ser vendidas por cerca de 100 libras (R$ 478) por estilistas na capital britânica, que decoram as tiras dos chinelos de borracha com pedras, cristais e miçangas.

Apesar do alto preço cobrado pelos estilistas, é possível encontrar Havaianas mais baratas em Londres; ainda assim, o valor médio de 20 libras (R$ 96) cobrado pelas sandálias em lojas como a Urban Outfitters e a Whistles é, no mínimo, 10 vezes superior ao encontrado no Brasil.

O sucesso das legítimas é tanto que fábricas na Argentina e na África já começaram a copiar as sandálias, de olho num mercado que não pára de crescer.
Classe média

Desde 2001, as exportações da sandália têm dobrado a cada ano.

Daniela Cicarelli participa de campanha no Brasil

Em 2003, a meta é exportar 5 milhões de pares; no ano que vem, as vendas no exterior devem chegar perto de 10 milhões.

"Poderíamos estar exportando muito mais. Mas queremos manter as sandálias como um produto de elite no momento para, posteriormente, começar a vender para a classe média", disse Carlos Roza, gerente de exportações da São Paulo Alpargatas, que fabrica as havaianas há 41 anos.

Deu no New York Times

O sucesso das "legítimas" já virou tema de reportagens nas principais revistas e jornais do mundo.

New York Times destaca sucesso das havaianas

Para o New York Times, as havaianas são a última palavra da moda para os pés.

O Le Monde, da França, estampou na manchete que o calçado das favelas conquistou as vítimas da moda.

Até o principal jornal de economia da Grã-Bretanha, o Financial Times, se rendeu ao sucesso dos chinelos de borracha: "A sandália de quem tem muito dinheiro e nada para provar", disse o jornal.

Modelos

Segundo o diretor de comunicação da São Paulo Alpargatas, Rui Porto, a moda no exterior foi impulsionada por modelos brasileiras e estrangeiras que carregavam as sandálias na mala quando deixavam o Brasil.

"No passado, ter Havaianas era quase como exibir um atestado de pobreza. Mas conseguimos transformar as sandálias no calçado mais democrático do Brasil, usado tanto pela faxineira que limpa a piscina, quanto pela grã-fina que toma sol na mesma piscina", disse Porto.

"Depois disso, modelos brasileiras e também estrangeiras que visitavam o Brasil, como Naomi Campbell, acabaram divulgando as havaianas no exterior. A Naomi, por exemplo, já disse várias vezes ser fã das havaianas", acrescentou Porto.

Ele lembrou que a fama dos chinelos que, segundo o slogan "não deformam, não tem cheiro e não soltam as tiras", chegou ao ápice quando 61 pares das sandálias foram dados de presente para todos os indicados ao Oscar deste ano.

Segundo Porto, o acordo entre a empresa e os organizadores da festa do Oscar não teve nenhum custo para a São Paulo Alpargatas, além, é claro, do custo das sandálias, da embalagem e do transporte.

Moda passageira

Para Rui Porto, a empresa está atenta para o risco de virar um artigo de moda passageiro e perder o espaço conquistado até então quando a moda passar.

"Tínhamos esse receio no Brasil, quando as havaianas passaram a ser um artigo fashion há alguns anos. Mas isso não aconteceu. Lançamos sempre novas cores e modelos, acompanhando a evolução do mercado", disse Porto.

"Tenho quatro Havaianas e não me canso delas", disse a escritora inglesa Kate Pemberton, que combinava um vestido marrom com um sandália da mesma cor.

"Fui ao Brasil recentemente e comprei sandálias para todos os meus amigos. Eles adoraram e não querem mais usar nenhum outro sapato, andam de havaianas o tempo todo", acrescentou a inglesa, que poderá testar em breve a promessa do slogan: "não tem cheiro".




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