Powered By Blogger TM


Sábado, Julho 12

 

Visão periférica explicaria sorriso da Mona Lisa
O sorriso que confunde os amantes da arte


O sorriso no rosto da Mona Lisa é enigmático porque desaparece quando se olha diretamente para ele, segundo a cientista americana Margaret Livinstone.

A professora, da Universidade de Harvard, disse que o sorriso só se torna aparente quando o observador olha para outras partes do quadro.

O misterioso sorriso da Mona Lisa, pintada por Leonardo da Vinci no século XVI, vem intrigando os amantes da arte há cinco séculos.

A teoria de Livingstone foi apresentada durante um encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês) em Denver, no Estado do Colorado, Estados Unidos.

Sombras

Existem dois tipos de visão, central e periférica. A visão central é excelente para captar detalhes, mas não é muito eficiente na percepção de sombras, por exemplo.

"A qualidade enigmática do sorriso da Mona Lisa pode ser explicada pelo fato de que ele é captado melhor pela visão periférica", disse Livingstone.

Quanto mais uma pessoa olha fixamente para um ponto, menos útil é a sua visão periférica.

Livingstone disse que Da Vinci usou o mesmo princípio ao pintar a Mona Lisa: o sorriso só se torna aparente se o observador olhar para os olhos ou para outras partes do rosto.

O quadro de Da Vinci, talvez o mais famoso retrato de todos os tempos, pertence ao acervo do museu Louvre, em Paris.

A cientista Margaret Livingstone também usou um quadro do pintor impressionista Monet, que mostra um sol cor-de-laranja contra o céu azul, para demonstrar que os grandes mestres da pintura entendiam profundamente o olho humano.

"Estou desmistificando técnicas conhecidas há anos por alguns artistas, mas não quero diminuir sua arte de forma alguma", disse ela.

"Esses artistas - os impressionistas, Da Vinci, Chuck Close e Robert Silvers, por exemplo - descobriram verdades fundamentais que os cientistas estão apenas começando a conhecer."


• • • • •

 

Exposição traz contrastes de Leonardo da Vinci
Artista realizou esboços de projetos científicos


A maior coleção de desenhos de Leonardo da Vinci está sendo exibida na Queen's Gallery, de Londres.

A mostra Leonardo da Vinci - O Divino e o Grotesco traz mais de 70 esboços, todos pertencentes à família real britânica.

Eles ilustram a obsessão do artista com a forma humana e sua fascinação com o contraste entre a beleza e a feiúra.

Os trabalhos, que datam de 1490 a 1519, também incluem estudos para o quadro A Última Ceia, uma das obras-primas de Da Vinci.

Humorado

O olhar do artista para a beleza aparece em imagens como O Rosto de Leda, um delicado retrato de uma jovem.

Alguns dos desenhos tratam a feiúra com uma certa ironia, como acontece em um rascunho que mostra um homem tendo sua mão lida por ciganos, enquanto é roubado por um deles.

O curador da exposição, Martin Clayton, afirmou que esta é a primeira vez que uma exposição se concentra na maneira como Da Vinci enxergava o corpo humano.

"É fascinante ver que o criador da Mona Lisa e de grandes projetos científicos também tem humor e gosta de brincar com as formas", disse Clayton.

A exposição fica em cartaz até 9 de novembro.






• • • • •

 

'Matinée sur la Seine', pintado por Monet em 1896


Algumas das mais importantes obras impressionistas podem ter sido resultado de uma simples miopia.

O neurocirurgião australiano Noel Dan publicou um artigo no Journal of Clinical Neuroscience em que afirma que a miopia de artistas como Monet, Renoir e Degas pode ter afetado seu estilo de pintar.

"Eles enxergavam as coisas ligeiramente borradas e o impressionismo, de certa maneira, decorre disso", disse o médico ao jornal britânico Daily Mail.

Cézanne, Pissarro, Matisse e Rodin também são outros artistas que sofreriam de miopia ou de vista cansada.

Cores

Segundo Dan, os problemas de visão desses pintores também explicam suas preferências por cores fortes, em especial o vermelho.

"Todos nós temos um espectro visual com a cor azul em uma ponta e o vermelho na outra. Nos míopes, a parte azul é mais curta que a vermelha, portanto eles enxergam o vermelho com mais nitidez", explicou o médico.

Dan afirmou ainda que a miopia justifica outras características das obras impressionistas, como os traços suaves e a falta de detalhes.

O neurocirurgião disse que alguns dos pintores podem ter sofrido de catarata, que também afeta a escolha das cores.

• • • • •

 

Rembrandt é vendido por mais de R$ 32 mi

Pintura original foi adulterada
Um auto-retrato do pintor holandês Rembrandt, que ficou desaparecido durante mais de 300 anos, foi vendido por 6,94 milhões de libras (mais de R$ 32 milhões) em um leilão em Londres.

O quadro foi arrematado pelo empresário americano Steve Wynn, que deu seu lance por telefone a bordo de um transatlântico.

Wynn, de 60 anos, dono de um hotel e um cassino em Las Vegas, é um dos maiores colecionadores particulares de arte nos Estados Unidos.

Acredita-se que o empresário planeja exibir sua coleção em um novo hotel que ele está construindo em Las Vegas.

Bigode e brincos

O auto-retrato foi pintado por Rembrandt em 1634, quando ele tinha 28 anos.

Segundo a casa de leilões Sotheby's, pouco depois de o quadro ser pintado, um dos alunos de Rembrandt adulterou-o com a intenção de torná-lo uma obra mais fácil de vender.

Com isso, o personagem original foi coberto por uma nova pintura que o transformou em uma figura mais excêntrica: ele ganhou um enorme chapéu vermelho, cabelos compridos, brincos e um bigode.

O quadro não era reconhecido como sendo de autoria de Rembrandt até a década de 30.

Nos anos 60, um dos antigos donos da pintura conseguiu fazer com que o chapéu fosse removido. Anos depois, o bigode e os brincos foram retirados.

Em 1995, o auto-retrato foi enviado a Londres para ser examinado por especialistas.

"O que nos chamou a atenção foi a qualidade da pintura na parte inferior do rosto do personagem", disse George Gordon, da Sotheby's. "Essa parte era totalmente diferente do resto da pintura."

Testes com raios-X e infra-vermelhos ajudaram os restauradores a "retirar" as camadas superiores da pintura e revelar o auto-retrato original.

O quadro pertencia a um colecionador francês. Apenas três auto-retratos de Rembrandt ainda estão nas mãos de colecionadores particulares.


• • • • •


CircwebFC
   
Notícias, informações e assuntos importantes para o Blogger FC