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Terça-feira, Outubro 12

 
Christopher Reeve morreu no domingo quando se tratava de uma infecção

WASHINGTON - O ator Christopher Reeve, que morreu nove anos depois de ficar tetraplégico em um acidente quando andava a cavalo, trabalhou incansavelmente para promover avanços na medicina, especialmente na polêmica área de pesquisa com células-tronco, que virou tema de campanha eleitoral este ano nos Estados Unidos.

A morte de Reeve foi a segunda deste ano que levou à discussão sobre a questão das células-tronco para o centro do debate político.

Ele ficou famoso pelos poderes de salvar a mocinha e ficar pendurado em um helicóptero. A forma física permitia a Christopher Reeve dispensar os dublês nas filmagens.

O mundo ficou chocado de vê-lo assim. Foi durante uma competição hípica, em maio de 1995. Ao cair de um cavalo, o ator ficou paralisado do pescoço para baixo. "Nunca se perde a esperança, é inaceitável para mim", dizia ele.



Ele usava uma cadeira de rodas e um ventilador portátil ao visitar os corredores do Congresso dos EUA e fazia lobby pela pesquisa que tinha certeza de que iria abrir o caminho para tratar de problemas como os seus, regenerando células nervosas usando as células-tronco.

"Ele falava em comícios, vinha ao Capitólio, aparecia na televisão, ele era mesmo o Sr. Esperança. Aqui estava esse homem jovem e vibrante, paralisado de um modo muito profundo, que continuava a dizer: 'Eu andarei de novo"'.

Reeve apoiava o uso da tecnologia da clonagem para criar células-tronco e o uso de embriões congelados que seriam descartados por clínicas de fertilização.

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